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quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

2012: VIVER CADA VEZ MELHOR!


Neste tempo de expectação do adeus ao Ano Velho, ocorreu-me uma daquelas lembranças que insistem em me advertir que não é só o ano, mas eu também estou ficando velho. Sem ter nem pra quê, recordei-me de uma célebre frase de Omar Cardoso, verdadeiro mantra do pensamento positivo: “Todos os dias, sob todos os pontos de vista, eu vou cada vez melhor!”

Omar Cardoso foi o astrólogo mais famoso do Brasil. Nos anos 70, eu ainda menino, ouvia o horóscopo que ele apresentava no rádio. Ele também interpretava o significado dos sonhos. Nestes dias, encontrei num site um desses áudios, no qual o célebre astrólogo, que entre outras coisas, foi sociólogo, ensaísta e antropólogo, falava sobre sonhar com agulha:

Sonhar com agulha, em geral é mau sinal. Se for agulha de costura: desgosto causado por um ferimento do seu amor-próprio. Agulha de tricô: mexericos e intrigas. Enfiar a linha em uma agulha: realização de matrimônio. Ver a agulha quebrar-se, partir-se: perda de dinheiro, de emprego ou de situação. Na mulher, também pode indicar doença uterina. Interpretação psicanalítica: agulha é um símbolo sexual.

Essa história de horóscopo e de adivinhar o sentido dos sonhos é muito mais velha que eu e o grande Omar Cardoso. Desde tempos longínquos, muitos tentam prever o futuro, carregado de sonhos e incertezas. Segundo Heródoto, Ciro teria dito: “os deuses velam por mim e me predizem tudo o que se trama contra mim,” enquanto Cícero, tempos mais tarde, que “se não existem deuses, não há sinais do futuro: mas existem deuses; portanto, nos instruem sobre o futuro.”

Para ler os sinais do futuro, profetas e adivinhos se valiam de diversas formas de predição. Com a astrologia, tentavam decifrar a influência dos corpos celestes sobre os corpos das pessoas, sobre suas características psicológicas e seu destino. Este, porém, poderia estar escrito não apenas nas estrelas, mas nas vísceras de animais sacrificados, na sorte lançada nos dados ou búzios, nas linhas gravadas na palma da mão, ou ainda, contido em sonhos proféticos.

Tentando desvendar sinais do futuro, vez por outra algum adivinho anuncia uma data para o fim do mundo. A última de que ouvi falar é 21/12/2012, que teria sido calculada com base num calendário maia. Foi feito até um filme, que faz alusão a esse calendário e apresenta eventos cataclísmicos que, supostamente, acontecerão no ano que vem. Só que a NASA, nestes dias, garantiu que podemos ficar tranquilos: o mundo não vai acabar em 2012.

Eu, de minha parte, penso que nossa confiança de que o mundo não vai acabar no próximo ano não deve residir apenas na garantia científica da NASA, muito menos nas previsões de astrólogos, dos que jogam búzios ou praticam qualquer outra arte divinatória.

Da parte da ciência, sabemos que se o mundo teve um começo, um dia terá um fim. Mas ninguém pode antever com precisão essa data. Segundo a Superinteressante, se nosso planeta fosse uma pessoa com expectativa de vida de 80 anos, atualmente estaria na terceira idade, com 66 anos, o que nos daria mais ou menos um bilhão de anos pela frente. Mas a mesma revista nos alerta para os perigos naturais e artificiais que nos rondam, que incluem os mais de mil asteroides perto da Terra e as vinte e duas mil ogivas nucleares espalhadas pela Terra.

Já para os adivinhos que querem marcar no calendário uma data para o fim do mundo, basta lembrar os ensinamentos do Mestre Jesus. O dia e a hora ninguém os conhece, nem os anjos do céu, nem o Filho, ninguém senão o Pai, e só Ele. Então, por que se preocupar com previsões de pessoas a quem não é dado conhecer o dia nem a hora? Não seria melhor cuidarmos do mundo que nos é dado para viver e, principalmente, das pessoas que habitam esse mundo? Só na abertura ao amor podemos encontrar alguma garantia de que nós mesmos não acabaremos com o mundo.

Por isso, neste tempo de adeus a 2011, o mais importante que posso tirar da lembrança do famoso astrólogo não é o horóscopo que eu ouvia pelo rádio, no qual nunca acreditei, embora achasse bonito. Também não é a interpretação de sonhar com agulha, pois sonhando ou não com ela, não me permito ver a chegada de 2012 como um mau sinal. O que me importa é aquela frase marcante de Omar Cardoso, que nunca saiu completamente da minha memória, e que agora transformo em paráfrase, para desejar a todos um Ano Novo repleto das bênçãos dos céus: Que em 2012, todos os dias, sob todos os pontos de vista, nós possamos viver cada vez melhor!

sábado, 24 de dezembro de 2011

sábado, 10 de dezembro de 2011

Homenagem ao Dr. Aluísio Rodrigues

Escrevi este texto quando Dr. Aluísio Rodrigues, ex-Presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 13ª Região, aposentou-se compulsoriamente. Não lembro a data. Mas lembro que, na ocasião, houve a iniciativa de pessoas do TRT, de fazer uma homenagem ao Juiz, prestes a se aposentar, com a publicação de textos dirigidos a ele. Procurei Garibaldi Gurgel, amigo de longas datas do Dr. Aluísio, para conversar um pouco sobre a vida deles nos tempos de Caicó-RN, conversa muito agradável, que me ajudou a construir o texto. Todavia, devido a problemas de comunicação quanto à data para o seu envio, o texto não chegou a ser publicado. Deixei-o, então, guardado em meus arquivos.

Há pouco mais de quinze dias, quando soube que Dr. Aluísio estaria conosco num encontro de qualidade de vida na Praia de Pipa-RN, cogitei de homenageá-lo publicamente, com a leitura do texto. Mas como não houve o lançamento do livro dele naquele evento, voltei da viagem com o texto mais uma vez guardado, desta feita na bagagem, sem ter sido lido, como eu havia cogitado.

Resolvi, então, publicá-lo agora, depois que soube do falecimento do Dr. Aluísio Rodrigues. Não se trata, porém, de um discurso em honra a um falecido, mas de uma homenagem a um homem que, como diz o texto, procurou sorver da taça da vida até o último gole.

Um brinde à compulsória!

E eis que o livro da lei assim nos ordena: chegada a idade, pendurarás a toga. É a compulsória! Mas, pensando bem, essa tal compulsória não é invenção de hoje. Ela nos acompanha desde os primórdios. Chegado o tempo oportuno, não tem jeito, o livro da natureza ordena desocupar o aconchego do ventre materno: nascer é compulsório. Seja em Caicó nos idos de trinta e três, seja em qualquer época ou em qualquer sertão que, no dizer de Guimarães Rosa, está em toda a parte.

E não nos basta o nascer. O livro da necessidade também ordena o trabalhar, através do qual, como nos diz O Profeta de Gibran, realizamos o sonho mais longínquo da terra, a nós designado quando nascemos. Inda mais, Excelência, quando não se nasce em berço d’ouro, mas numa família grande, muitas bocas para alimentar.

É preciso também estudar. E se não basta a Matemática do Padre Aderbal Vilar, o jeito é sair mundo afora esgrimindo moinhos de vento, mergulhando a fundo nos compêndios jurídicos e na leitura do direito que pulsa na vida, até se alcançar a dignidade da toga.

Com esta, compulsório é viver os dramas do juiz, de que nos fala Calamandrei: o drama da solidão, decorrente da compulsória liberdade do julgar; o drama da contemplação cotidiana das tristezas humanas, estampadas nos rostos sofridos de quem bate às portas da Justiça, e até o drama da insidiosa rotina, capaz de levar o juiz à tentação de transformar o julgamento da vida e da honra dos seres humanos em ofício mecânico e burocrático, mas que, por outro lado, faz o magistrado sentir-se feliz quando, até às vésperas da compulsória, consegue experimentar, ao julgar, “aquele sentimento quase religioso de consternação que o fez estremecer cinquenta anos antes, quando, nomeado pretor, teve de pronunciar sua primeira sentença.”

Mas agora compulsório é o repousar. Merecido e vitorioso, ainda mais quando se tem a graça de usufruí-lo com boa capacidade física e no auge da intelectual. E como tudo tem seu tempo, ou, dizendo isso no bonito Latim da Vulgata, omnia tempus habent, a ordem agora, dada pelo livro do tempo não é outra senão o carpe diem. Riscar do livro das atividades a palavra trabalho como sinônimo de rotina. Em vez disso, dedicar-se de corpo, alma e espírito ao ócio criativo, quem sabe até, ─ não é Meritíssimo? ─, “viajar enquanto o dinheiro der”, afinal de contas, compulsório é sorver da taça da vida até o último gole. Por isso proponho um brinde, Excelência, um brinde à compulsória!

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Lazer, direitos humanos e cidadania:sites divulgam lançamento do livro

Direitos humanos e cidadania, por Antônio Cavalcante

No próximo dia 14 de dezembro o juiz do Trabalho, Antônio Cavalcante da Costa Neto, faz o lançamento de seu mais novo livro, “Lazer, direitos humanos e cidadania: por uma teoria do lazer como direito fundamental” (Editora Protexto/2011), resultado de sua dissertação de Mestrado em Direitos Humanos.

A obra aborda o lazer como direito fundamental, analisando aspectos históricos, sociológicos, filosóficos e jurídicos, na tentativa de propor uma teoria jurídica do lazer como direito fundamental, na perspectiva dos direitos humanos e ampliação da cidadania. O lançamento acontece a partir das 20h, nas dependências da Câmara Municipal de Guarabira.

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O Dr. Antônio Cavalcante é mais um exemplo a ser seguido, pelo conhecimento, gentileza e humildade. Além de desempenhar as funções de juiz e professor universitário em Guarabira, o magistrado está sempre produzindo conteúdo científico e procurando estar mais próximo da comunidade. A ele o meu respeito e admiração.

Disponivel em: Caderno de matérias do ikeda

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Juiz Antônio Cavalcante faz lançamento de livro em Guarabira

O juiz do trabalho de Guarabira, Dr. Antônio Cavalcante da Costa Neto, estará lançando seu novo livro no próximo dia 14 de dezembro na Câmara Municipal de Guarabira, às 20h.


Intitulado “Lazer, direitos humanos e cidadania: por uma teoria do lazer como direito fundamental” (Editora Protexto, 208 pag., 2011) a obra é resultado da dissertação de Mestrado em Direitos Humanos do Dr. Antônio Cavalcante, e aborda o lazer como direito fundamental, analisando os aspectos histórico, sociológico, filosófico e jurídico, na tentativa de propor uma teoria jurídica do lazer como direito fundamental, na perspectiva dos direitos humanos e ampliação da cidadania.

Dr. Antônio Cavalcante
É Juiz do Trabalho e professor universitário. Com formação em Direitos Humanos, Letras e Teologia, é autor dos livros “Direito, mito e metáfora” (LTr), “Bem-vindo ao Direito do Trabalho” (Ed. Papel e Virtual), além de “O sentido da vida”(Publit). E é editor do blog “Mitos e Metáforas”, onde posta conteúdos sobre a área jurídica, filosófica, dentre outros.

Disponivel em: Portal Independente




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