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Religio

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

25 ANOS




                        
 Dizer, como Eduardo Galeano, que “a história é um profeta com o olhar voltado para trás: pelo que foi, e contra o que foi, anuncia o que será”, me faz refletir sobre o passado não apenas com espasmos nostálgicos, mas tentando enxergar no que foi plantado, lá atrás, a semente das árvores que nos dão sombra hoje, e dos frutos que colheremos amanhã. Nessa perspectiva,  lembro que há 25 anos, no dia 14 de setembro, a Justiça do Trabalho fincou suas raízes em nossa cidade. Naquele tempo, eu nem sonhava um dia trabalhar nessa Justiça, muito menos ser Juiz do Trabalho. Mas hoje, celebrando nosso jubileu de prata, sinto-me feliz e honrado em participar dessa história.
                        
Num dos momentos importantes dessa caminhada, tive oportunidade de fazer um pronunciamento na inauguração das novas instalações da Vara Trabalhista, ocorrida no dia 09 de janeiro de 2007, com a presença do então Presidente do TRT da 13ª Região, dr. Afrânio Melo, que peço permissão para reproduzir parcialmente agora, como registro dessa bonita história, em que muitos semearam, muitos colheram, e muito ainda há para ser semeado e colhido:

                       
“Falando sobre a arquitetura e o mobiliário forenses, o jurista italiano Calamandrei dizia sonhar com uma Justiça ao ar livre, à luz do sol, sem portas fechadas, e que gostaria de sugerir ao Ministro da Justiça que promovesse concurso entre os arquitetos de seu país para projetarem um palácio da justiça em que não houvesse antessalas nem corredores. Se algum dia conseguissem construir um prédio assim, dizia ele, todos os problemas judiciários estariam resolvidos.
                        
Certamente, nem na Itália ou em qualquer outro lugar do mundo, é possível concretizar o ideal arquitetônico de Calamandrei. Mas muito tem sido feito para que a Justiça se torne  mais acessível e acolhedora a todos quantos batam às suas portas. E esta casa, cuja reforma se inaugura, não foge a esse propósito.
                         
Instalada em 1987, a então Junta de Conciliação e Julgamento de Guarabira passou por várias mudanças tanto na estrutura física quanto no âmbito administrativo e jurisdicional, sendo importante ressaltar o trabalho de todos os juízes, diretores de secretaria e servidores que por aqui passaram, além das lideranças políticas da região, que contribuíram para a implantação e engrandecimento desta unidade jurisdicional, cuja história se confunde em parte com minha trajetória profissional, pois aqui atuei como advogado, funcionário e hoje estou Juiz Titular.
                         
Nesse contexto, a inauguração de hoje representa um avanço no tocante à acessibilidade e melhoria do atendimento aos jurisdicionados. A acessibilidade foi contemplada, entre outras coisas, pela construção da rampa de acesso à entrada do nosso prédio e mudança da sala de audiência do primeiro andar para o térreo, removendo, assim, as barreiras arquitetônicas que impediam ou dificultavam o acesso, a liberdade de movimento e a circulação com segurança das pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida. Mas não é só. As novas instalações propiciaram o aumento do espaço destinado ao atendimento às partes e aos advogados, proporcionando mais conforto e comodidade a todos os que precisarem dos nossos serviços.

Por tudo isso, é preciso agradecer. A Deus, primeiramente, pois como ensina o poeta, para que o ser humano sonhe e a obra nasça, é preciso primeiro que Deus queira; ao Presidente do TRT, não apenas pela iniciativa de dotar esta unidade de modernas instalações e equipamentos, mas pela sensibilidade e dinamismo demonstrados em sua administração; aos responsáveis técnicos e operários que realizaram esta reforma; ao diretor de secretaria, que de forma tão dedicada vem desenvolvendo suas funções nesta unidade; a todos os funcionários, diletos companheiros de trabalho; aos advogados, parceiros na administração da Justiça; às autoridades e representantes da sociedade civil, que atenderam ao nosso convite para prestigiar esta inauguração; aos representantes da imprensa, que muito contribuem para que o nosso trabalho alcance maior êxito nas 23 cidades da nossa jurisdição; enfim, aos nossos jurisdicionados, de modo especial aos trabalhadores e trabalhadoras, principais destinatários dos nossos serviços e razão maior da existência do Direito e da Justiça do Trabalho. Que todos se sintam sempre acolhidos nesta nossa casa, agora reformada. Muito obrigado.”

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